Por que a khutbah é em árabe?

O árabe não é uma escolha arbitrária. É a língua em que o Alcorão foi revelado, e a língua em que o Profeta ﷺ proferiu a primeira khutbah em Medina.

إِنَّا أَنزَلْنَاهُ قُرْآنًا عَرَبِيًّا لَّعَلَّكُمْ تَعْقِلُونَ

"Nós o revelamos como um Alcorão árabe, para que vocês possam entender." - Quran 12:2 (Yūsuf)

A Posição das Escolas de Jurisprudência

A maioria dos estudiosos clássicos, malikī, shāfi'ī e ḥanbalī, considera que as partes centrais da khutbah (ḥamd, ṣalāh sobre o Profeta ﷺ, um versículo do Alcorão e a exortação à taqwā) devem ser proferidas em árabe, desde que seja possível. A escola ḥanafitica permite uma margem maior para outras línguas, mas mesmo assim, o árabe é a prática preferida e normal.

A razão não é apenas legal. A khutbah conecta cada congregação na sexta-feira à ummah em todo o mundo: os mesmos versículos, as mesmas formulações, a mesma língua que o próprio Profeta ﷺ escolheu.

وَمَا أَرْسَلْنَا مِن رَّسُولٍ إِلَّا بِلِسَانِ قَوْمِهِ لِيُبَيِّنَ لَهُمْ

"E não enviamos nenhum mensageiro senão com a língua de seu povo, para que ele pudesse esclarecer para eles." - Quran 14:4 (Ibrāhīm)

Onde a Tradução se Encaixa

O fato de a khutbah ser em árabe não significa que a compreensão seja sem importância. Pelo contrário: o versículo acima diz li-yubayyina lahum, "para que ele pudesse esclarecer para eles." Muitos estudiosos contemporâneos, portanto, permitem e encorajam uma explicação ou tradução ao lado da khutbah árabe, especialmente em mesquitas com muitos convertidos ou jovens muçulmanos que ainda não falam árabe.

É exatamente aí que o Minbar se encaixa: a khutbah permanece em árabe, como a Sunnah a preserva, e a congregação lê o significado em seu próprio telefone sem que o imam precise interromper o fluxo do sermão.

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